Um jogo de vídeo curto pode ajudar as crianças a identificar os sinais de um acidente vascular cerebral e ligar para as urgências se testemunharem alguém que tenha um, sugere um novo estudo.
O estudo envolveu cerca de 200 crianças com idades entre 9 e 12 anos a viver numa comunidade com muitas pessoas em elevado risco de terem acidentes vasculares cerebrais, nomeadamente Bronx, em Nova Iorque, EUA.
Os pesquisadores testaram os conhecimentos das crianças sobre os sintomas dos AVCs antes e imediatamente após jogarem um video game educativo de 15 minutos sobre acidentes vasculares cerebrais.
As crianças também foram encorajadas a jogar o jogo em casa, e novamente testadas sete semanas mais tarde. As crianças eram 33% mais propensas a reconhecer os sintomas de AVC, e diziam que ligavam para as urgências num cenário hipotético imediatamente depois de jogaram o game.
E as crianças que continuaram a jogar o videogame em casa eram 18% mais propensas a reconhecer problemas de equilíbrio como um sintoma de AVC em comparação com crianças que jogaram o jogo apenas uma vez.
"Precisamos educar o público, incluindo as crianças, sobre a doença, porque muitas vezes quem chama as urgências não é a vítima de AVC, mas alguém próximo", disse o pesquisador Olajide Williams, professor associado de neurologia na Universidade de Columbia.
Durante o jogo de vídeo, chamado Stroke Hero, os usuários navegavam uma nave espacial através de uma artéria e abatiam coágulos sanguíneos, evitando que placas revestissem a parede da artéria.
Quando ficavam sem munição (neste caso, fármacos que destroem coágulos), tinham que responder a perguntas acerca da patologia, antes de poderem reabastecer. Se os usuários respondesseem incorretamente, era-lhes dita a resposta correta.
Os jogos de vídeo são acessíveis para a maioria das crianças, e em média, as crianças entre os 8 e os 12 anos gastam cerca de 13 horas por semana a jogar video games, diz Williams. "Completar o conteúdo dessas mídias com educação sobre AVC pode representar uma maneira poderosa de melhorar o conhecimento sobre a doença".
No entanto, os resultados do estudo devem ser interpretados com cautela, afirma Williams. O estudo foi pequeno e os pesquisadores não incluíram um grupo controle (um grupo que não jogou o jogo ou aprendeu sobre os sintomas do derrame através de um outro método). Ainda assim, o estudo foi publicado a 30 de janeiro na revista Stroke. [Livescience]

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